Após um período de dois meses sem crescimento, o volume de serviços no Brasil registrou um avanço de 0,3% em janeiro. Esse desempenho permitiu ao setor, que engloba áreas como transporte, turismo, alimentação, beleza, internet e tecnologia da informação (TI), alcançar seu ponto mais elevado, equiparando os picos históricos observados em outubro e novembro de 2025.

O resultado positivo de janeiro sucede uma retração de 0,2% em dezembro e uma estabilidade (0%) em novembro.

Tais informações foram extraídas da Pesquisa Mensal de Serviços, publicada nesta sexta-feira (13) no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, esclarece que o IBGE categoriza o aumento de 0,3% no mês como uma “variação positiva”, indicando que não se trata de um crescimento expressivo.

Em relação a janeiro do ano anterior, o desempenho atual representa um acréscimo de 3,3%. No acumulado dos últimos doze meses, o setor apresenta uma expansão de 3%, situando-se 20,1% acima do nível registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020.

A média móvel trimestral, um indicador da tendência recente do segmento econômico, permaneceu estável em comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025.

Atividades

Para compilar esses dados, o IBGE coleta informações de 166 modalidades de serviços, organizadas em cinco grandes grupos de atividades.

Na transição de dezembro para janeiro, três desses grupos registraram crescimento:

— Outros serviços: aumento de 3,7%.

— Informação e comunicação: elevação de 1%.

— Transportes: crescimento de 0,4%.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares mantiveram-se estáveis (0,0%). A única retração foi observada nos serviços voltados às famílias, com queda de 1,2%.

Conforme Rodrigo Lobo, os segmentos que mais se destacaram no resultado de janeiro foram o agenciamento de espaços de publicidade, tecnologia da informação, serviços financeiros auxiliares e as atividades de correio.

Turismo

A Pesquisa Mensal de Serviços também inclui o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que registrou uma queda de 1,1% em janeiro, comparado ao mês antecedente. Contudo, em relação a janeiro de 2025, houve uma expansão de 3,5%, impulsionada principalmente pelos setores de transporte aéreo de passageiros, agências de viagens, restaurantes e serviços de reservas de hospedagem.

O Iatur compila dados de 22 das 166 atividades de serviços analisadas pela pesquisa, todas diretamente conectadas ao turismo, abrangendo áreas como hotelaria, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros.

As informações são disponibilizadas para 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, além de Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Conjuntura econômica

A Pesquisa Mensal de Serviços constitui o terceiro de três levantamentos conjunturais que o IBGE divulga mensalmente. Recentemente, o instituto informou que o setor industrial cresceu 1,8% entre dezembro e janeiro e acumulou um avanço de 0,5% nos últimos doze meses.

Por sua vez, o comércio registrou uma expansão de 0,4% de dezembro para janeiro e uma elevação de 1,6% no período de doze meses.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil