O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional pode registrar uma expansão entre 0,8% e 1% no decorrer do primeiro trimestre do ano corrente.

Haddad expressou otimismo, afirmando que "a economia brasileira tem potencial para crescer entre 0,8% e 1% neste primeiro trimestre". Ele complementou que "os ajustes nos mecanismos de crédito e todas as ações para preservar a demanda efetiva estão contribuindo para manter a economia aquecida".

A declaração foi feita durante uma entrevista concedida por Haddad na noite da última sexta-feira (13) ao programa "20 Minutos", da plataforma Opera Mundi. Durante a conversa, o titular da pasta econômica optou por não apresentar uma projeção de crescimento anual, argumentando que tal estimativa está intrinsecamente ligada à evolução da taxa de juros.

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O ministro enfatizou: "Acredito que realizamos um trabalho de saneamento das contas públicas e não estou preocupado com as metas fiscais." Ele acrescentou que "o crescimento, impulsionado pela forma como estamos gerenciando a economia e, principalmente, pelas reformas implementadas, deve se manter. A reforma tributária, prevista para entrar em vigor no próximo ano, proporcionará um impulso ainda maior ao PIB", declarou.

No decorrer da entrevista, o ministro reiterou a importância do arcabouço fiscal e refutou a ideia de que o governo tenha imposto um controle excessivo sobre as despesas.

Haddad explicou: "Não [apertou a conta], porque essa medida precisava ser acompanhada de uma luta no Congresso Nacional – que obteve sucesso parcial – para recompor a base tributária. Perdemos 3% do PIB em base tributária. Abrir mão de carga tributária é algo que o Congresso aprova em 15 dias, mas recompor e cortar privilégios no Brasil é outra história. Negociar a redução de privilégios ou a desoneração da folha no Congresso leva semanas para cada projeto", detalhou.

Haddad confirma saída do ministério

Haddad confirmou sua intenção de deixar o Ministério da Fazenda na semana vindoura, com o objetivo de se candidatar nas próximas eleições, sem, contudo, especificar o cargo ao qual concorrerá.

De acordo com o ministro, sua intenção original era colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas essa perspectiva foi alterada.

Ele explicou a mudança de planos: "Eu desejava ter mais liberdade para, fora do Ministério, elaborar um plano de desenvolvimento para o país. Essa era minha intenção. Contudo, ao longo de três meses de conversas com o presidente Lula, o panorama se tornou mais complexo. A situação atual é menos favorável do que eu previra no final do ano passado. Por essa razão, devo me afastar do Ministério da Fazenda na próxima semana", concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil