A administração federal comunicou, na última segunda-feira (16), a destinação de aproximadamente R$ 60 milhões com o objetivo de reerguer instituições de ensino na Zona da Mata Mineira. Essa área foi fortemente castigada por intensas chuvas nas semanas anteriores. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante um encontro com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão.

Os recursos serão primordialmente direcionados à edificação de novas instalações escolares, substituindo as unidades da rede municipal que foram severamente comprometidas em sua estrutura. Ao todo, cinco escolas em Juiz de Fora serão reconstruídas, somando-se a uma em Ubá.

“Nosso propósito é garantir que as escolas voltem a operar com a maior celeridade possível, ao mesmo tempo em que progredimos na reedificação das unidades mais atingidas”, declarou o ministro Camilo Santana.

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Recursos emergenciais

Para além das novas construções, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizará R$ 5,08 milhões em apoio emergencial, destinados a reparos nas escolas da rede municipal de Juiz de Fora.

Esse montante será repassado diretamente às instituições por intermédio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A verba deverá custear intervenções como pintura, manutenção geral e a recuperação de infraestruturas danificadas pelas precipitações.

Escolas que serão reconstruídas

Em Juiz de Fora, as escolas municipais que terão novas instalações são: 

  • Antônio Faustino da Silva, 
  • Santa Catarina Labouré, 
  • Clotilde Peixoto Hargreaves, 
  • Georg Rodembach e 
  • Adenilde Petrina. 

A Escola Municipal Deputado Filipe Balbi, localizada em Ubá, também tem sua reconstrução prevista.

Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora, e encaminhado ao ministério, apontou que 122 unidades educacionais, entre escolas e creches, foram atingidas. 

Entre os principais problemas identificados, destacam-se: 

  • 13 unidades com danos estruturais ou risco à infraestrutura, 
  • 33 unidades com alagamentos ou infiltrações, 
  • 76 unidades com necessidade de manutenção e pequenos reparos.

Na mesma ocasião, o ministro informou que o governo mantém diálogo com o Conselho Nacional de Educação (CNE) para analisar possíveis adequações no calendário escolar, visando prevenir prejuízos aos alunos das redes municipais afetadas pelas chuvas.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil