Na última quarta-feira (25), estudantes da escola cívico-militar CED 1, localizada no Itapoã, Distrito Federal, foram compelidos por policiais a realizar flexões e ajoelhar-se, em uma ação descrita como punição. Tanto a instituição de ensino quanto a Polícia Militar confirmaram o ocorrido, que foi registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas plataformas digitais.

De acordo com a denúncia apresentada pelo sindicato dos professores do Distrito Federal, a imposição dessas atividades físicas configurou uma retaliação ao uso de agasalhos que não correspondiam à cor padrão do uniforme escolar.

Samuel Fernandes, diretor do sindicato, classificou o episódio como "humilhante, constrangedor, desproporcional e desprovido de qualquer propósito pedagógico".

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Fernandes ressaltou que os alunos que não estavam com o casaco regulamentar não haviam recebido o material fornecido pela Secretaria de Educação. Ele defendeu que "a escola deve acolher e não penalizar pela situação social. A disciplina deve ser aplicada com limites e sempre respeitar a dignidade dos estudantes".

O diretor do sindicato enfatizou a urgência na apuração do caso, visando prevenir ocorrências semelhantes, e exigiu que "os responsáveis sejam punidos conforme o rigor da lei", garantindo que a entidade acompanhará o desdobramento.

Secretaria de Educação fala em "equívoco"

Em comunicado à imprensa, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a direção da escola reconheceu ter havido um "equívoco" na forma como a situação foi gerenciada.

Quanto à questão dos uniformes, a secretaria assegurou que nenhum aluno será penalizado por "ausência ou inadequação de vestimenta".

O governo estadual garantiu que o incidente será minuciosamente investigado para o total esclarecimento dos fatos e a "eventual aplicação das providências administrativas pertinentes".

Polícia Militar iniciará apuração

Por meio de nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal comunicou o afastamento e a substituição dos agentes que estavam em serviço na unidade escolar.

A corporação "reforça que não coaduna com nenhuma conduta que possa ser considerada constrangedora ou imprópria para o contexto educacional". A PM reiterou, ainda, que o caso será objeto de investigação para elucidar os fatos e determinar as ações cabíveis.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil