Durante a reunião, os trabalhadores manifestaram insatisfação com a ausência de uma nova proposta considerada adequada por parte da empresa nas negociações relacionadas ao pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), que se tornou o principal ponto de impasse entre as partes.

Apesar da mobilização, o sindicato informou que os serviços de coleta e limpeza urbana seguem operando normalmente em toda a região, em cumprimento à decisão judicial que determinou a continuidade das atividades. Segundo a entidade, 100% das equipes permanecem nas ruas, garantindo a manutenção da limpeza e a retirada de resíduos.

“A empresa não precisava chegar a esse ponto. Faltou sensibilidade com os trabalhadores e transparência nas negociações, tanto que a própria Justiça determinou a realização de uma perícia”, afirmou o presidente do Siemaco Baixada Santista, André Domingues.

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Desdobramento

O impasse teve novo desdobramento após audiência realizada na quarta-feira (25), quando a Justiça decidiu pela realização de uma perícia contábil para apurar os valores do PPR. O procedimento deverá ser concluído até o dia 6 de abril e tem como objetivo verificar a correção dos cálculos apresentados pelas empresas e contestados pelos trabalhadores.

A decisão judicial foi tomada após os funcionários rejeitarem, de forma unânime, a proposta de pagamento adicional de 50% sobre o valor já recebido anteriormente. O percentual havia sido discutido em audiência anterior, realizada no dia 20.

De acordo com o sindicato, não houve apresentação de uma nova proposta durante a audiência mais recente, mesmo após a negativa dos trabalhadores das cidades de Santos, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Guarujá e São Vicente. A entidade afirma que a principal reivindicação da categoria permanece sendo a transparência nos cálculos do PPR, com detalhamento dos valores pagos.