A previsão de chuva na próxima semana, do Ano-Novo, e a necessidade de alinhar medidas preventivas e de resposta para o caso de temporais são o motivo de uma reunião nesta sextafeira (26), às 11 horas, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Conversarão o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 14 prefeitos — os nove da Baixada Santista, quatro do Litoral Norte e o da Capital — e representantes de órgãos públicos e empresas de água, saneamento, energia e concessionárias de rodovias.

Comunicado enviado nesta quinta-feira (25) à imprensa pelo Governo Estadual justifica que o objetivo é “alinhar ações integradas de monitoramento, prontidão e resposta entre os órgãos envolvidos. A pauta inclui a discussão sobre a previsão do tempo, possíveis situações de anormalidade, logística humanitária e a organização de serviços emergenciais, fortalecendo a coordenação entre Estado e municípios”. Consulta feita pela coluna a dados disponíveis na página da Defesa Civil Estadual, fornecidos pelo Instituto Climatempo, dá conta de que tende a chover diariamente a partir de segunda-feira (29), com maior volume no período de 2 a 4 de janeiro (entre sexta e domingo). Já no dia 1º, como se espera também para os dias 2 e 4, estão previstos “tarde com temporal e noite chuvosa” em parte das cidades da região — situação propícia a alagamentos e escorregamentos.

Atualizando

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Em Santos, por exemplo, a Defesa Civil e o Climatempo preveem 24 milímetros (mm) de precipitação no dia 4, último do feriado prolongado de Réveillon e, possivelmente, o mais chuvoso. Porém, um meteorologista atualizava dados ontem, a serem entregues ao governador. Não se anteciparam números.

Antecedente

Neste ano, entre 8 e 9 de janeiro, Peruíbe registrou 244 mm de chuva em 24 horas, mais do que a média histórica mensal, de 236 mm. Como resultado, o Rio Preto transbordou, a Cidade foi inundada e 465 pessoas ficaram desabrigadas.

Com água, sem água

Outra consequência da chuva forte é a falta d’água. Enxurradas conduzem terra e folhas, por exemplo, a sistemas de abastecimento de água e suspendem a produção. Guarujá passou por isso no último dia 17.