Divulgado pela CDL Santos Praia, aponta que a inadimplência voltou a crescer em Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo a pesquisa, em novembro, a cidade registrou alta expressiva na inadimplência (2,61%) em relação a outubro (0,38%). Mesmo cenário observado na região Sudeste (1,81%) e no Brasil (1,29%).

Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, o resultado reflete o atual contexto econômico do país. “Sabemos que os preços estão mais altos e o poder de compra da população caiu significativamente, especialmente neste ano, com a inflação chegando a 15%. Com isso e a proximidade das festas de fim de ano, muitas pessoas acabam entrando na inadimplência ao tentar honrar compromissos e, ao mesmo tempo, presentear quem amam”, disse.

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Na variação anual, comparando novembro deste ano com novembro de 2024, a alta acumulada em Santos é de (10,47%). Já na região Sudeste, o avanço foi de (7,56%) e no Brasil (8,93%).

Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, o resultado reflete o atual contexto econômico do país. “Sabemos que os preços estão mais altos e o poder de compra da população caiu significativamente, especialmente neste ano, com a inflação chegando a 15%. Com isso e a proximidade das festas de fim de ano, muitas pessoas acabam entrando na inadimplência ao tentar honrar compromissos e, ao mesmo tempo, presentear quem amam”, pontuou.

Como é feito o levantamento?

Os dados são divulgados mensalmente. Para a elaboração do levantamento, é verificado, na base de dados do SPC Brasil, se a quantidade de devedores e de dívidas aumentou ou diminuiu em relação ao mês anterior e no acumulado de 12 meses. A partir disso, é possível traçar um perfil por sexo, valor das dívidas, tempo de atraso, número de dívidas em atraso e setores com maior índice de inadimplência. A CDL não tem acesso a dados pessoais dos devedores.

Números de Santos

Trazendo para um recorte mais detalhado, em Santos, a maior concentração de inadimplentes está na faixa etária de 50 a 64 anos (24,79%). Por sexo, está bem distribuído, sendo (52,67%) mulheres e (47,33%) homens.

Valor das dívidas e tempo de atraso

A pesquisa mostra que, em novembro de 2025, cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 6.234,91, considerando a soma de todas as dívidas.

Os dados mostram ainda que:

– 24,53% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500;

– 11,51% tinham dívidas de R$500,01 a R$ 1.000;

– 18,09% de R$ 1.000,01 a R$ 2,500;

– 22,59% de R$ 2.500,01 a R$ 7.500;

– 23,28% acima de R$ 7.500.

O tempo médio de atraso dos devedores é de 29,3 meses (2 anos e 4 meses), sendo que 35,79% dos devedores estão inadimplentes de 1 a 3 anos.

Números de dívidas em atraso

Em novembro de 2025, o número de dívidas em atraso de moradores de Santos cresceu (2,01%) em relação a outubro de 2025, acima dos números da região Sudeste (1,63%) e da média nacional (0,92%).

Já na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, em 12 meses, o número de dívidas em atraso subiu (17,96%) em Santos, no Sudeste (14,48%) e no Brasil (14,81%).

Em números absolutos, em novembro de 2025, cada consumidor inadimplente em Santos tinha em média (2,276 dívidas em atraso). O número ficou abaixo da média da região Sudeste (2,281 dívidas por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (2,227 dívidas para cada pessoa).

Setores com mais dívidas em atraso

O setor que mais registrou dívidas em agosto em Santos foi o de Bancos (79,27%), seguido por outros (9,12%), Comunicação (5,17%), Água e Luz (3,93%) e Comércio (2,51%).