No estado de São Paulo, o número de casos já apresentou alta significativa nos primeiros 40 dias de 2025, registrando mais de 120 mil infecções, com a morte de uma criança de 11 anos pela doença confirmada.

Segundo a infectologista pediátrica Carolina Brites, “o mosquito Aedes aegypti é mais frequente em áreas urbanas, onde há aglomeração de pessoas e grande disponibilidade de locais propícios para os depósitos de ovos, que se desenvolvem em águas paradas. Este período sazonal, com aumento de temperatura e chuvas no final do dia, agrava a situação do aumento de casos”.

Para conter o avanço da dengue, a vacinação foi priorizada e está sendo aplicada na rede pública para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária definida pelo Ministério da Saúde como prioritária. “A vacina tem registros de aplicação e segurança dos 4 aos 60 anos de idade, em duas doses. A orientação é que todos os pais dessa faixa etária vacinem seus filhos e que aqueles que possam ir até clínicas particulares imunizem tanto as crianças quanto os adultos até 60 anos. Quanto mais pessoas imunizadas, menor a propagação da doença e a gravidade dos casos”, pontua a infectologista.