Ele também rejeitou pedidos de visitas ao ex-presidente que tinham sido feitos nos últimos dias.

Moraes argumentou que, como os pedidos foram feitos antes da prisão preventiva, eles foram “prejudicados”. Ou seja, perdem a validade sem análise do mérito. Novos pedidos podem ser feitos posteriormente.

Nesta sexta (21), os advogados do ex-presidente pediram que ele fosse mantido em prisão domiciliar, às vésperas do fim do processo da trama golpista na corte.

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Bolsonaro acabou preso preventivamente na manhã deste sábado sob justificativa de garantia da ordem pública. Moraes citou risco de fuga para embaixada dos EUA e a violação da tornozeleira eletrônica nesta madrugada.

Na petição feita ao ministro, que é relator do caso, os advogados enumeraram os problemas de saúde de Bolsonaro e falam em “risco à vida”. Eles pediram que o ex-presidente fosse mantido em casa, onde já cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto.

“O certo é que a alteração da prisão domiciliar hoje já cumprida pelo peticionário terá graves consequências e representa risco à sua vida”, dizia trecho da petição. Foram anexados relatório médico e exames ao pedido.

Em sua decisão, Moraes determinou que Bolsonaro receba atendimento médico “em tempo integral” e “em regime de plantão” na carceragem.

O ministro afirmou também que a equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do ex-presidente pode ter acesso sem necessidade de autorização prévia do STF.

Em nota, os advogados de Bolsonaro afirmam que a prisão foi baseada na realização de uma “vigília de orações”, garantida pela Constituição, e que a determinação de Moraes causou “profunda perplexidade”. Os advogados Celso Vilardi e Paulo Bueno afirmam ainda que irão “apresentar os recursos cabíveis”.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido por esse crime.