De acordo com novas informações apresentadas pela advogada Fernanda Caetano, o atropelamento teria ocorrido durante a quebra da medida protetiva instaurada após as agressões com o facão, que ocorreram no último dia 28 de março.

Em nota, a advogada declarou que a versão divulgada inicialmente não representa a totalidade dos acontecimentos e que a defesa reunirá elementos para “demonstrar a inocência do cliente”.

O caso

Segundo informações apuradas pela reportagem, as agressões ocorreram no imóvel onde o casal morava, no bairro Vila Annhanguera. Márcio Gomes, de 53 anos, e sua esposa, de 35, mantinham um relacionamento de sete anos. As agressões teriam ocorrido após um desentendimento por causa de ciúmes.

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As primeiras agressões teriam ocorrido no dia 28 de março. A mulher relatou, em depoimento, que Márcio teria ameaçado matá-la. A vítima sofreu ferimentos na perna, no abdômen e em um dos braços. Já o filho dela, que tentou defendê-la das agressões, acabou ferido na mão.

O tumulto só foi encerrado quando outra mulher chegou ao local e flagrou a situação. Na sequência, o agressor fugiu antes da chegada da Polícia Militar.

Dias após a agressão, o homem foi impedido de frequentar a casa onde vivia com as vítimas e se aproximar delas, em razão de uma medida protetiva. No entanto, mesmo com a medida protetiva, Márcio voltou ao local, acompanhado de outro homem, que seria um prestador de serviço de internet.

Ela foi agredida pelo ex-companheiro enquanto o outro homem a segurava. A vítima contou ainda que Márcio pegou a chave da motocicleta dela e fugiu do local.

A ocorrência foi registrada como violência doméstica, lesão corporal, ameaça e injúria na Delegacia Sede de Mongaguá. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informou que o caso é investigado por meio de inquérito policial na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá.