Preso por matar a ex-companheira na madrugada de domingo (19) em Guarujá, no litoral de São Paulo, David Dias de Lima, de 33 anos, cometeu o crime após comemorar o aniversário de um dos filhos com a vítima, Léia Gomes Santana, também de 33. Os três filhos do casal, todos menores de idade, presenciaram o assassinato.

Segundo o boletim de ocorrência e informações da Polícia Militar (PM), David confessou o feminicídio após deixar as crianças na casa do padrasto.

O crime ocorreu na casa de David, na Rua Santa Helena, no bairro Pae Cará. Ainda conforme o boletim de ocorrência, o casal estava separado há cerca de cinco anos, situação que não era aceita pelo homem. Segundo relato dele à polícia, os dois discutiram antes das agressões.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Testemunhas relataram à Polícia Civil terem ouvido sons de pancadas vindos do imóvel, além de xingamentos e do choro das crianças.

Após as agressões, David deixou o local com os filhos, retornou em seguida e, depois, se entregou à polícia.


Léia foi encontrada caída por vizinhos, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi levada ao Pronto-Socorro (PS) de Vicente de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos.

A PM foi acionada por funcionários da unidade de saúde, que entregaram aos agentes um alvará de soltura com o nome e o endereço de David. O documento havia sido fornecido aos socorristas pela proprietária do imóvel onde ele vivia.

Conforme o boletim, David afirmou aos policiais que não tinha “sangue de barata”. Ele foi preso e conduzido à delegacia de Guarujá.

Antecedentes criminais

Segundo a Polícia Civil, há indícios de autoria e materialidade do crime de feminicídio, com agravante por ter sido cometido na presença dos filhos. O caso é tratado como crime hediondo, com pena prevista de 20 a 40 anos de prisão, sem possibilidade de fiança.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, David já possui antecedentes criminais, incluindo registros por porte ilegal de arma, disparo em via pública e tráfico de drogas. Diante da gravidade da situação, foi solicitada a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

David foi encaminhado à Cadeia Pública de Guarujá, onde deve passar por audiência de custódia.