A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), intensificou ações de busca ativa no território da Enseada desde agosto deste ano para identificar famílias que haviam deixado de receber subsídios do Governo Federal, como o Bolsa Família. O trabalho foi conduzido pela equipe do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Enseada.

Durante as buscas, a equipe constatou que muitos benefícios estavam suspensos porque os jovens dessas famílias, com idades entre 14 e 17 anos, não estavam frequentando regularmente a escola. A partir disso, a Sedeas estabeleceu articulação direta com a Escola Estadual Miguel Estefno, com os estudantes e seus responsáveis. A unidade foi o foco inicial da Sedeas, por abranger 30 adolescentes que não estavam freqüentando as aulas. Em Guarujá, mais de 17 mil famílias são contempladas com o Bolsa Família.

Os jovens passaram a ser acompanhados pelo Cras, que promoveu conversas, orientações e aproximação contínua dentro da própria escola. O resultado foi imediato: os adolescentes retomaram a rotina escolar e as famílias voltaram a receber o subsídio federal. A própria direção da unidade escolar informou à Prefeitura a melhora significativa na frequência e no comportamento desses jovens após o acompanhamento social.

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O vice-prefeito, Toninho Salgado, destacou o impacto humano do trabalho. “Esse resultado mostra o poder que o cuidado e a presença da política pública têm na vida das pessoas. Quando o poder público se aproxima de verdade, a cidade inteira ganha. Esses jovens retomaram a escola, as famílias recuperaram o benefício e novas portas estão se abrindo para eles.”

 

Jovens participam de curso de audiovisual

durante as férias escolares

Nesta quarta-feira (3), como forma de fortalecer ainda mais esse vínculo, a Sedeas promoveu a primeira aula de um curso de audiovisual voltado aos cerca de 30 adolescentes acompanhados pelo Cras da Escola Estadual Miguel Estefno. A atividade ocorreu na Associação de Moradores do Cantagalo, e foi ministrada pelo produtor de conteúdo Anderson Trudes.

Os jovens aproveitaram a oficina para conhecer técnicas de fotografia, como produção, edição de conteúdo, conceitos de luz, enquadramento e narrativa visual.

A experiência marcou os participantes. Para Marcos André, de 15 anos, o curso significou enxergar novas possibilidades: “Às vezes achamos que não temos muita chance de fazer algo diferente. Mas hoje percebi que posso criar, contar histórias e até trabalhar com isso um dia”.

A diretora de Proteção Básica, Natasha Novaes, também ressaltou a importância dessa etapa. “Não é só oferecer um curso, mas sim um horizonte. Esses meninos e meninas estão descobrindo habilidades, talentos e, principalmente, enxergando que são capazes”, destacou.