Com as temperaturas em ascensão no litoral paulista, especialistas alertam: o uso correto do filtro solar deixou de ser uma questão estética para se tornar a principal barreira contra o câncer de pele e o envelhecimento precoce. Segundo a cirurgiã dermatológica Elisa Parra, a prevenção exige mais do que uma aplicação matinal; demanda disciplina na reaplicação e atenção às quantidades específicas para rosto e corpo.

“É a melhor medida de prevenção ao câncer de pele, especialmente quando associado a medidas de proteção física, como roupas, chapéu, óculos, e evitar a exposição solar em horários de sol mais intenso, das 9 às 15 horas, e em dias muito quentes. Ele também vai proteger a pele dos danos da radiação ultravioleta de imediato e reduzir o envelhecimento precoce do rosto e do corpo”.

A profissional destaca, ainda, que a reaplicação do filtro solar também é de extrema importância, especialmente se houver exposição solar prolongada.

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“O produto deve ser aplicado antes de sair, antes de ir para a praia ou para a piscina, e reaplicado ao longo do dia, geralmente a cada duas horas, se houver muita transpiração ou exposição solar. É necessário aplicar uma quantidade suficiente para cobrir toda a região de maneira uniforme, rosto e corpo. O ideal é uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa cheias para o corpo, sem deixar nenhuma área desprotegida”.

Quanto ao fator de proteção solar, Elisa alerta que o essencial é verificar sempre se corresponde as orientações.

“FPS acima de 30, mas o mais importante é a quantidade aplicada e a reaplicação, que deve ser maior e com intervalo menor nas áreas mais foto expostas, como rosto, pescoço, colo e mãos”.

Além disso, há diversas consequências, fora o câncer de pele, que são reflexo do mal uso do filtro indicado.

“As queimaduras solares de imediato, principalmente agora no período de verão, e, a longo prazo, as manchas, o envelhecimento precoce e as lesões pré-cancerosas”.

Ações regionais

Em Santos, através da Secretaria Municipal de Saúde, é realizada a entrega de protetores solares a pacientes com câncer de pele e gestantes. Em outros municípios da Baixada Santista, os trabalhadores que atuam nas ruas recebem o filtro solar como EPI (Equipamento de Proteção Individual).