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O recente boletim InfoGripe, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (29), revela uma diminuição nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em grande parte do território nacional. Contudo, a Região Norte se destaca como uma exceção, onde o vírus influenza A tem sido o principal motor do crescimento de casos de SRAG em algumas localidades.
Nas últimas semanas, Acre, Amazonas e Roraima registraram uma incidência de SRAG em patamares de risco ou alto risco. Tatiana Portella, pesquisadora à frente do Boletim InfoGripe, ressaltou que a elevação rápida de SRAG no Amazonas e no Acre permanece diretamente ligada à circulação do vírus da gripe.
“Em face deste recrudescimento da influenza A em certas áreas do Norte, torna-se crucial que os grupos prioritários da região, incluindo indígenas, idosos e indivíduos com comorbidades, busquem a vacinação contra o vírus sem demora. A imunização contra a influenza é amplamente segura e representa a defesa mais eficaz contra quadros severos da doença e fatalidades”, esclareceu a pesquisadora.
Prevalência dos vírus
No período das quatro semanas epidemiológicas mais recentes, a distribuição entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
- 20,1% para influenza A;
- 2,3% para influenza B;
- 10,7% para vírus sincicial respiratório (VSR);
- 32,6% para rinovírus; e
- 20,4% para Sars-CoV-2 (causador da Covid-19).
Analisando os óbitos, a detecção desses mesmos vírus entre os resultados positivos, no mesmo intervalo de tempo, apresentou os seguintes percentuais:
- 28,3% de influenza A;
- 3,5% de influenza B;
- 1,8% de vírus sincicial respiratório (VSR);
- 15,9% de rinovírus; e
- 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Plantão Guarujá
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