Para realizar o tratamento adequado, a família da bebê, que mora no bairro Pae Cará, distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, lançou uma campanha virtual com o objetivo de arrecadar R$ 20 mil.

O valor será usado para a aquisição de uma órtese craniana, o chamado “capacetinho”, e também para cobrir os custos com transporte e acompanhamento médico periódico em São Paulo.
 
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Em entrevista, a mãe, Vitória Sotero, de 24 anos, contou que Kayla passou mal e precisou ficar internada por oito dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) logo após o nascimento. “Com isso, ela não teve muita movimentação corporal, o que causou torcicolo. Isso agravou para uma plagiocefalia grave e, depois, para o fechamento precoce das moleiras”, relatou.
 
Como explicado por Vitória, as suturas do crânio de Kayla se fecharam antes do tempo, impedindo o crescimento normal da cabeça e aumentando o risco de deformidades e complicações neurológicas. Aos dois meses, sua cabeça começou a afundar de um lado, e o torcicolo sobrecarregou o lado direito, comprometendo o movimento do braço e da mão, que começaram a dar sinais de atrofia.
 
Para não depender da fila do Sistema Único de Saúde (SUS) nem do convênio, a família iniciou sessões de fisioterapia particulares com urgência. No entanto, o neurologista alertou que uma cirurgia traria riscos e recomendou o uso do capacetinho como forma mais segura e eficaz de tratamento.
 
“O cérebro dela pode não ter espaço para crescer. O capacetinho serve para redirecionar o crescimento da cabeça, favorecendo o lado que não está se desenvolvendo corretamente. No caso da Kayla, isso já afeta a parte motora.
 
Ela precisa disso para viver com saúde e dignidade”, explicou Vitória. “Desde os 4 meses estamos fazendo fisioterapia e já vimos grandes avanços no desenvolvimento dela”, completou.
 
Rotina de cuidados e desafios financeiros
 
Vitória trabalhava como cuidadora, mas precisou abandonar o emprego para se dedicar em tempo integral aos cuidados com Kayla e com o filho mais velho, Gael, de 6 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com isso, todas as despesas da casa e do tratamento passaram a ser responsabilidade do marido.
 
“Graças a Deus temos uma boa rede de apoio, mas qualquer valor faz diferença. A meta de R$ 20 mil também vai nos ajudar com as viagens a São Paulo, que serão feitas quinzenalmente para o ajuste da órtese craniana”, disse.