Espaço para comunicar erros nesta postagem
As regiões Sudeste e Nordeste concentram a maioria dos registros, com 580.013 (49,5%) e 439.033 (37,5%), respectivamente. A situação também já atinge a Baixada Santista.
Publicidade
Em 2025, a Prefeitura de Praia Grande notificou dois episódios, ambos sem registro de óbito. Santos contabilizou um caso confirmado e Itanhaém, outro considerado leve. Já em São Vicente, houve uma ocorrência em 2024, mas nenhum episódio foi confirmado até o momento neste ano.
A médica infectologista Carolina Brites explica que a urbanização desordenada contribui para o aumento desses acidentes. “Quando a gente tem picadas de inseto, como escorpião e cobras, a gente fica muito preocupado justamente por conta dessa desurbanização que existe. E aí acaba tendo esse descontrole desses animais que são venenosos para nós, seres humanos”, afirma. “A parte urbana está entrando em contato com esses bichos que antes eram menos frequentes no nosso ambiente.”
O soro antiescorpiônico está disponível no SUS e pode ser decisivo para casos moderados e graves. “Existe um soro específico, que é o soro antiescorpiônico. Ele é o único eficaz para o tratamento. Mas seria para alguns tipos de envenenamento, moderados e graves, por um tipo específico de escorpião. Então, realmente, o maior cuidado é em relação à prevenção. E o ideal é que o soro seja aplicado o mais rápido possível, no intuito de minimizar a gravidade do caso da picada”, explica.
Sintomas
Segundo Carolina, os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço e sensação de ardência. “É assim que você sentir esses sintomas, deverá procurar o serviço de pronto-socorro imediatamente”, orienta Brites.
“Picadas de insetos como escorpião não dá para esperar, justamente por conta desse envenenamento que pode existir.”

Plantão Guarujá