Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o remédio tem como principal substância a tirzepatida, utilizada no controle da diabetes tipo 2. A decisão favorece pessoas com sobrepeso e que tenham ao menos uma comorbidade associada, como pré-diabetes e hipertensão. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
 
Segundo um estudo publicado na revista The Lancet com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de obesidade.
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No Brasil, um levantamento realizado pela Vigilância de Fatores de Risco de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), indica que 24,3% dos adultos são obesos.
 
O médico Dr. Marcelo Bechara, especialista em Hormonologia e Reposição Hormonal, ressalta que, apesar de benéfico, o uso do Mounjaro requer prescrição médica e destaca os perigos da automedicação.
 
“O Mounjaro é um dos medicamentos mais eficazes que existem atualmente, pois age no cérebro ajudando a reduzir a fome e o desejo por comida. Contudo, apesar da aprovação da Anvisa, por se tratar de um remédio, é necessário prescrição médica, ajuste de dosagens e acompanhamento profissional. Por isso, ingerir qualquer tipo de medicamento sem a recomendação de um médico pode causar danos à saúde, como insuficiência renal e hipoglicemia, má absorção e, em alguns casos, até efeito rebote”, explica o especialista.